probabilidade
Consideremos a experiência do lançamento de uma moeda e leitura da face voltada para cima. Ao realizarmos n vezes a experiência, se obtivermos m vezes o resultado “cara” é
. É claro que lançada a moeda o resultado é imprevisível, pois não podemos dizer com absoluta certeza que o resultado será “cara”, pois nada impede que dê “coroa”.
A experiência provou que conforme se aumenta n, ou seja, à medida que mais lançamentos da moeda são feitos, a frequência relativa
tende a estabilizar-se em torno de
.
Exemplo:
Em 1000 lançamentos (n = 1000), 529 resultados foram favoráveis (m = 529), o que nos dá para
o valor de 0,529.
Em 4040 lançamentos, 2048 resultados foram favoráveis o que nos da
= 0,50693, isso significa que no lançamento de uma moeda “honesta” a probabilidade de se obter “cara” é
. Essa experiência foi realizada por Kerrich e Buffon.
A definição que permite calcular teoricamente a probabilidade de um evento, sem realizar a experiência é:
Dado um espaço amostral S, com n (S) elementos, e um evento a de S, com n(A) elementos, a probabilidade do evento A é o P(A) tal que: 
Propriedades
Sendo S ≠ um espaço amostral qualquer, A um evento de S e
o complementar de A em S, valem as seguintes propriedades:
? P(
) = 0
? P(S) = 1
? 0 ≤ P(A) ≤ 1
? P(A) + P(
) =1
Dados dois eventos A e B de um espaço amostral S a probabilidade de ocorrer A ou B é dada por:
P(A U B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B)
Verificação:
O Número de elementos de A U B é igual à soma do número de elementos de A com o número de elementos de B, menos uma vez o número de elementos de A ∩ B que foi contado duas vezes (uma em A e outra em B). Assim temos:
n(AUB) = n(A) + n(B) – n(A∩B)
Dividindo por n(S) [S ≠
] resulta
P(AUB) = P(A) + P(B) – P(A∩B)
Exemplo:
Numa urna existem 10 bolas numeradas de 1 a 10. Retirando uma bola ao acaso, qual a probabilidade de ocorrer múltiplos de 2 ou múltiplos de 3?
A é o evento “múltiplo de 2”.
B é o evento “múltiplo de 3”.
P(AUB) = P(A) + P(B) – P(A∩B) =